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4 de Fevereiro, 2026

Júri do Concurso Grande Marcha de Lisboa 2026

Marco Rodrigues, Ângelo Freire e Carlos Alberto Moniz compõem o júri deste ano.

Uma das vozes maiores do Fado, um virtuoso da guitarra portuguesa e um dos maiores símbolos da Música Popular Portuguesa da sua geração irão selecionar a canção principal que será interpretada pelas Marchas Populares nas próximas Festas de Lisboa.

A escolha da composição (música e letra) vencedora resulta da avaliação individual dos elementos do júri convidado, cabendo este ano a Marco Rodrigues a apreciação da letra, a Ângelo Freire, a apreciação da música e a Carlos Alberto Moniz a apreciação na generalidade.

Aberto a todas as pessoas, individual ou coletivamente, residentes em Portugal e maiores de idade, o concurso da Grande Marcha distingue anualmente a originalidade literária e musical dos autores com um prémio no valor de €5 500 (cinco mil e quinhentos euros).

O tema da Grande Marcha 2026, Somos Lisboa. Somos Europa, celebra os 40 anos da entrada de Portugal na União Europeia.

As candidaturas para o concurso terminam no dia 23 de fevereiro e as condições de participação, publicadas em Boletim Municipal, podem ser consultadas neste link.

JÚRI:

Marco Rodrigues apenas sabia, até aos quinze anos, que o Fado é um género musical e que a sua maior diva é Amália Rodrigues. Quis o destino que o Fado lhe entrasse pela vida, sem pedir licença, quando se mudou para Lisboa, vindo do Norte de Portugal. Concorreu à Grande Noite do Fado 1999, no Coliseu de Lisboa, e venceu na categoria Sénior, apesar da tenra idade. Poucos meses depois, estreou-se como profissional no Café Luso, em Lisboa, e mais tarde foi diretor artístico da Adega Machado, uma das mais conhecidas casas de fado em Lisboa.
Um ano depois do lançamento do seu primeiro álbum, Fados da Tristeza Alegre, foi distinguido com o Prémio Amália Rodrigues 2007, na categoria Revelação.
Com uma carreira sólida, destacou-se com álbuns como Copo Meio Cheio e Fados do Fado (nomeado para um Grammy Latino). Atuou em Portugal, Espanha, França, Suíça e Inglaterra, a par de nomes como Carlos do Carmo e Ana Moura, destacando-se a participação no concerto de Mariza, no Royal Festival Hall, em Londres.

Ângelo Freire é fadista, guitarrista, compositor e produtor. Aos 11 anos de idade venceu a Grande Noite do Fado na categoria Juvenis e poucos depois o concurso internacional “Bravo Bravíssimo”. Virtuoso da guitarra portuguesa, tem acompanhado artistas como Ana Moura, António Zambujo, Carlos do Carmo, Carminho, Mariza, Mísia, Sara Correia, entre muitos outros, em espetáculos nas mais prestigiadas salas do mundo como o Olympia, Carnegie Hall, Barbican Centre, Royal Albert Hall ou o Walt Disney Concert Hall.
Consensualmente reconhecido como um dos mais brilhantes guitarristas da atualidade, tem recebido inúmeros prémios e distinções e o seu talento tem sido sucessivamente aclamado pelo público e pela crítica, dentro e fora de portas. Foi desenvolvendo o seu talento nos circuitos de fado e centrou-se mais na guitarra portuguesa, tendo sido novamente distinguido na Grande Noite do Fado (em 2004), mas desta vez na categoria de Instrumentistas, e em 2012 com o Prémio Amália Rodrigues, na categoria de Melhor Guitarrista. Também realizou espetáculos em nome próprio, onde se evidenciou enquanto instrumentista de exceção e nome incontornável da sua geração.

Carlos Alberto Moniz. Artista, apresentador, maestro, músico e compositor português, é um dos maiores símbolos da Música Popular Portuguesa da sua geração, com grande prestígio nacional e internacional. Participou em espetáculos em Portugal e no estrangeiro com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes, com os quais gravou vários discos.
Ao longo da sua carreira criou uma relação transversal com o público que tanto o acarinha, quer pela sua música, quer pelo seu trabalho em televisão, nomeadamente o trabalho ligado aos programas para a infância que todos têm na memória, bem como pelo seu trabalho na rádio com as comunidades portuguesas além-fronteira. A sua versatilidade artística e humana proporciona momentos musicais de rara qualidade, quer no âmbito da música açoriana, da canção de texto ou da música para crianças. Integrou a direção da Sociedade Portuguesa de Autores, em anos distintos.

Boletim Municipal: Despacho de Nomeação