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A Sardinha

Era uma vez… A Sardinha

A história da Sardinha começa em 2003, ano da adoção da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (que Portugal ratificou mais tarde).

Este foi também um ano de mudança e crescimento para a EBHAL – Equipamentos dos Bairros Históricos de Lisboa que passou a designar-se EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, alargando o seu universo de atividade com a gestão de vários espaços culturais.

Recuando sete anos, em 1996, a ainda EBHAL passou a organizar as Festas de Lisboa e no ano da sua estreia a EGEAC lançou um desafio ao ateliê Silvadesigners para criar a Sardinha, transformando-a no símbolo das festividades maiores da cidade.

Assim, “as Sardinhas saltam diretamente da praça para o scanner, sem think tanks criativos ou marketing de laboratório, ao natural, em alto contraste fotográfico com um toque à Andy Warhol”.

O sucesso é imediato, e a Sardinha gráfica torna-se residente da cidade, em forma de pendões, cartazes, toalhas de papel, leques, bancos desdobráveis, decorando elétricos da cidade e mupis nas paragens de autocarro, extravasando a gastronómica “assada a pingar no pão”.

Cada vez mais criativa, com novas cores, técnicas mais apuradas, mais ou menos retro, a Sardinha consolida-se como uma marca-património da cidade, multiplicando-se para além do mês de junho e das Festas de Lisboa.

Cobiçada por todos, torna-se um modelo apelativo utilizado em vários tipos de negócio, serve de inspiração a projetos ecológicos materializados em pranchas de surf e skates (de pedaços de madeira retirados do mar) e handplane (de tampas de plástico). E, a partir de 2007, a Sardinha adere à sustentabilidade ambiental com a reciclagem de telas e faixas de pendões em malas e sacos, através de uma parceria com uma empresa de Barcelona.

Da cultura ao desporto, passando pela política, a Sardinha foi-se adaptando aos tempos enriquecendo o seu visual em diferentes momentos,  tendo superado a concorrência do Europeu de Futebol de 2004, jogando à bola, celebrando o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, em 2008, com sardinhas do mundo e, claro, uma bem portuguesa ou transformando-se num símbolo das coletividades e associações culturais dos bairros lisboetas que dela se apropriam para divulgar os seus eventos.

A partir de 2009, a Sardinha estende a criatividade, para além do ateliê de origem, dando azas à imaginação de novos designers, ilustradores e artistas plásticos, como André Carrilho, Bela Silva, Henrique Cayatte, João Maio Pinto, Nuno Saraiva e Pedro Proença. Desde então somaram-se muitas dezenas de outros talentosos artistas que desenharam um imenso cardume criativo.

Nascida em Lisboa, a Sardinha ganhou vida própria e popularidade na cidade. A partir de 2011, a sua fama atravessou fronteiras e oceanos, espalhando-se pelos cinco Continentes através do Concurso criado em seu nome, mas este é outro capítulo desta história.