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8 de Agosto, 2025

Verão nas Galerias Municipais

Cinco espaços, seis exposições. Aproveite estes dias de verão para visitar as exposições das Galerias Municipais, de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h. A entrada é livre.

Galeria da Boavista
Pau-Campeche, de Flávia Vieira
curadoria: Sofia Lemos
até 31 de agosto

A história do Pau-Campeche, uma árvore cujo pigmento negro influenciou a moda e economia europeias nos séculos XVI e XVII, está entrelaçada com as relações coloniais entre a América Central e a Europa. O cruzamento entre natureza, história e cultura que está em causa na flora é um dos objetos de investigação da artista Flávia Vieira, que trabalha com o conceito de “diásporas botânicas”: as sementes migram e as plantas são desenraizadas e replantadas noutros lugares, influenciando-os. A exposição desenvolve esta ideia por meio de paisagens fílmicas e escultóricas, inspiradas na árvore com o mesmo nome.

Espaço Coleção Arte Contemporânea – Lisboa Cultura – Av. da Índia, 170
Who Where / Quem Onde, vários artistas
curadoria: Sara Antónia Matos e Pedro Faro
até 07 de setembro

Cerca de 50 peças de 30 artistas mostram a amplitude e diversidade conceptual e formal desta coleção de arte contemporânea.
Artistas nesta exposição: Ana Cardoso, Ana Jotta, Ana Manso, Ana Vidigal, André Cepeda, Ângela Ferreira, António Bolota, António Júlio Duarte, Belén Uriel, Carla Filipe, Daniel Schmidt, Dealmeida Esilva, Délio Jasse, Diana Policarpo, Diogo Evangelista, Eduardo Batarda, Fernanda Fragateiro, Filipa César, Flávia Vieira, Francisco Tropa, Gabriel Abrantes,  Igor Jesus, Inês d’Orey, Isabel Cordovil, Joana Escoval, João Onofre, Jorge Queiroz, Jorge Molder, Luisa Cunha, Mané Pacheco, Manuel Rosa, Marta Soares, Miguel Ângelo Rocha, Paulo Brighenti, Paulo Quintas, Paulo Lisboa, Paulo Nozolino, Patrícia Garrido, Pedro Pascoinho, Pedro Tudela, Rita Gaspar Vieira, Rui Chafes, Rui Toscano e Vasco Araújo

Galeria Quadrum
Como Falar do Trauma? Uma ditadura ainda presente nas artistas ibéricas, vários artistas
curadoria: Ana Pérez-Quiroga, Bruno Marques, Javier Cuevas del Barrio
até 21 de setembro

A exposição coloca em diálogo oito artistas contemporâneas de Portugal e de Espanha (Andaluzia) a fim de explorar as marcas das ditaduras ibéricas no presente das mulheres. Os trabalhos reunidos abordam o impacto intergeracional da opressão política, assim como as dinâmicas entre memória, pós-memória e contra-narração. Concebido como um percurso labiríntico, o espaço expositivo articula tecido e um jogo de luz, criando uma cenografia que dramatiza a tensão entre revelação e ocultamento.
Artistas nesta exposição: Alice Geirinhas, Ana Pérez-Quiroga, Carla Hayes Mayoral, Cintia Gutiérrez, Cristina del Águila, Elo Vega, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva

Pavilhão Branco

Hilda, de Lúcia Prancha
curadoria: Antonia Gaeta
até 26 de outubro

Através de filmes, tecidos, cabelos e objetos de natureza diversa, “Hilda” mergulha nos territórios do corpo, do desejo e da linguagem inspirados na escritora e poeta Hilda Hilst (1930–2004), cuja obra serve como eixo para o trabalho que Lúcia Prancha aqui apresenta.

Torreão Nascente da Cordoaria Nacional
From the surrounds, we build the presente, vários artistas, coleção FAS
curadoria: Cindy Sissokho
até 02 de novembro

Exposição coletiva com obras da coleção FAS – Forward Art Stories, centrada nas narrativas e expressões artísticas do continente africano e da sua diáspora. Através de matérias-primas, texturas, padrões, imagens e arquivos como formas críticas, os artistas retratam momentos que oscilam entre resistência e existência, tensão e alegria, atuando como uma força motriz para continuar a prosperar no e com o presente.
Artistas nesta exposição: Abdoulaye Konaté, António Ole, Délio Jasse, Edson Chagas, Ernest Mancoba, Felix Shumba, Frida Orupabo, Gabriel Chaile, Grada Kilomba, Hank Willis Thomas, Hicham Benohoud, Kiluanji Kia Henda, Kiripi Katembo, Mónica de Miranda, Moshekwa Langa, Pascoal Viegas Vilhete (Sum Canarim), René Tavares, Sandra Poulson, Teresa Kutala Firmino, William Kentridge, Yinka Shonibare and Zoulikha Bouabdellah.

Superfície Desordem, de Jonathan Uliel Saldanha
até 09 de novembro

Apresentada em Lisboa após a sua estreia no Porto, a exposição entra num novo contexto operacional. Nas palavras de Jonathan Uliel Saldanha, “[n]ão se trata de uma repetição, mas de uma reinfestação. Um pulso que atravessa o betão. Um sinal reenviado, re-soado. Emerge desta desordem uma sentiência inquieta — não definida pela identidade, mas pela fricção. Máquinas que sonham na linguagem de fungos, violência codificada em gestos, máscaras que observam sem olhos. Estes objetos emergem de um envolvimento com sistemas que não apenas excedem, mas reconfiguram o humano: infraestruturas militarizadas, protocolos de decomposição, sussurros algorítmicos, os vestígios do trauma planetário.”