Saltar para conteúdo principal Mapa do website Ajuda de navegação

28 de Outubro, 2026

Memórias de Lisboa

Autor: Diogo Queiroz de Andrade

O objetivo deste trabalho é responder a uma pergunta concreta: Como é que a Lisboa cosmopolita e gentrificada lida com a sua memória histórica para lá dos museus?

Os milhares de anos de Lisboa acumulam muitas histórias das comunidades que a construíram e isso tem um impacto direto na atividade social, política e cultural da cidade. Todas essas dimensões ocupam espaço no quotidiano da cidade e por isso merecem ser discutidas por quem nelas intervém. Um exemplo é a memória da Lisboa africana que hoje até é já explorada em vários circuitos turísticos, mas que tem na arte contemporânea uma voz ativa – e reflexiva – capaz de questionar a cidade e os seus habitantes sobre a história que se fez e se faz. Mas há outros exemplos, alguns surpreendentes, de memórias comunitárias escondidas entre as ruas de Lisboa.

Há um ponto de partida teórico, construído a partir do acervo de diversos historiadores, mas há também uma memória viva nos herdeiros das comunidades originais que se expressa de várias formas, a começar pela arte: a música, a escultura, a arquitetura, a pintura e a fotografia deixam relatos e percursos destas memórias. E é isso que será explorado num projeto multimédia a incluir na edição digital do Expresso.

Projeto em Desenvolvimento