Saltar para conteúdo principal Mapa do website Ajuda de navegação

28 de Outubro, 2026

Vozes da Lisboa que se escreve: do fado operário à poesia contemporânea

Autor: Mariana Vital Ferreira

A cidade de Lisboa esconde poetas e poemas entre ruelas, becos e ruas estreitas. Numa das suas colinas, como quem segue as linhas do famoso elétrico 28E, encontramos a Voz do Operário, uma instituição cujo jornal conta já com 146 anos. Esta investigação resgata poemas esquecidos pelo tempo, nas gavetas de arquivo do jornal centenário, autênticas cápsulas do tempo que recolhem os olhares e inquietações de quem viveu em Lisboa no início do século XX. Poemas de Fado Operário, mas não só: retratos de miséria, guerra, mendicidade, que falam também sobre a experiência das mulheres à época.

O que é que aconteceria se esses poemas falassem aos poetas e às gerações de hoje? Que preocupações é que continuam a assolar quem vive e habita na nossa cidade? E o que é que fica por dizer?

A partir dos poemas recuperados, ingressamos em conversas e reflexões para conhecer o trabalho de 4 artistas e coletivos que criam e vivem em Lisboa ou na sua periferia. Desde o Cacém, passando por Marvila e chegando até à Graça, ouvimos as vozes de quem regista as metamorfoses sociais e urbanas de uma cidade que se escreve em poemas.

Projeto em Desenvolvimento